1. Castlevania: Symphony of the Night
Console:
R35S (emulação do Playstation)
Lista: Retrô
Ano de lançamento: 1997
Gênero: Metroidvania
Clássico
atemporal zerado e aprovado.
Castlevania:
Symphony of the Night entra numa lista seleta de jogos obrigatórios para todo
gamer que deseja conhecer mais a fundo a história dos videogames. Junto aos
clássicos de Metroid, Symphony of the Night foi o resposável por definir o
gênero de metroidvania que se tornou tão popular hoje em dia (especialmente entre
os jogos indies). Enquanto as aventuras de Samus Aran construiu o padrão side
scroll e o fator de back track do gênero, Symphony of the Night o imortalizou
aderindo à gameplay elementos de RPG.
Há muito eu vinha deixando o prazer de zerar esse jogo de lado, quando decidi fazê-lo, foi necessário menos de uma hora para que ele me fisgasse e eu entrasse num modo player focado. Symphony of the Night é provavelmente um dos jogos com o melhor ritmo de gameplay, não somente em seu gênero, mas em toda a história dos videogames. Não à toa é um dos retrô games mais cultuados de todos os tempos.
Durante
sua jogatina eu me perguntei por muito tempo como que esse jogo ainda não havia
ganhado um remaster em HD (principalmente agora que o lançamento de antigas
obras para os novos consoles está cada vez mais frequente). A resposta para
isso veio em algumas horas de experimentação: Symphony of the Night envelheceu
muito bem e falo isso sem exagero. Seus gráficos e estilo artístico
aparentam-se muito com jogos indies da atualidade, mas não trata-se somente
disso! Minha maior admiração é que sua gameplay ainda funciona muitíssimo bem,
fluida e sem travamentos, característica que a gente não espera em muitos jogos
de outrora. Deslizar por paredes, saltar pelas plataformas do enorme cenário,
posicionar e atacar inimigos é uma tarefa muito gratificante, um fator replay
que não cansa. Deslocar-se no cenário e lidar com inimigos no meio do caminho
parece ser algo tão agradável que o jogador parece não notar que está preso em
uma rotina.
Castlevania:
Symphony of the Night possui uma quantidade de elementos exploráveis absurda e
isso é uma puta vantagem, especialmente se o jogador não se importar em
pesquisar por um walkthrough na internet. Chegar no final verdadeiro deste jogo
requer mais do que somente atenção e o hábito de vasculhar por todos os
lugares. Sinceramente, eu não vejo como um player sozinho conseguiria debulhar
todas as opções desse jogo sem apelar para um pesquisa rápida no Google ou, no
caso gamer hardcore, nas antigas revistas de games especializadas. Esse
mistério por trás dessas descobertas é bastante comum em jogos antigos (muitos
segredos em jogos eram criados pensando na venda de revistas oficiais no
passado... hoje em dia, com a internet tão acessível, essa estratégia falha
miseravelmente).
Definitivamente
eu comecei o ano de 2025 com a melhor das escolhas possíveis.
2. Darkstalkers Chronicle: The Chaos Tower
Lista: Retrô
Ano de lançamento: 2004
Gênero: Luta
Chegou
a hora de tirar meu PSP do aposento, dar uma carga no velho guerreiro de
segunda mão e testar algum jogo por alguns minutos. Não poderia ser um jogo
longo, já que eu estava curtindo os meus primeiros meses de gamepass e cada
hora perdida longe do meu Series S era dinheiro jogado fora, por isso,
Darkstalkers, uma franquia de jogos de luta que há muito me cativa, foi o
escolhido, entretanto, o que seriam apenas alguns minutos de jogatina, se
tornaram horas.
onagem que zerei o game).
Não
há muito para se falar de Darkstalkers, além de informar que a franquia não
recebe um novo jogo numerado desde 1998. Seus personagens mais clássicos, como
a súcubo Morrigan e o vampiro Demitri, são mais reconhecidos em franquias de
multiverso como Marvel vs. Campcom. Sua jogabilidade é bastante fluida e, na
minha opinião, arranha mais para o lado de King of Fighters do que Mortal
Kombat ou Tekken. Termos como meia-lua pra frente ou meia-bacia ressuscitaram
na minha cabeça, sendo que já haviam morrido lá nos anos 90, só que em
Darkstalkers (com a presença de analógicos no PSP) não criou nenhuma bolha na
ponta dos meus dedos.
3. Octopath Traveler 2
Console:
Xbox Series S
Lista: Gamepass
Ano de lançamento: 2023
Gênero: JRPG
Este
jogo foi o único responsável pela renovação da minha assinatura de gamepass em
2025. Zerei o primeiro Octopath Traveler em 2023 (no Nintendo Switch) e é
difícil esquecer a minha experiência positiva com essa franquia desde lá,
especialmente quando em todas as reviews que eu assistia todos afirmavam que
Octopath Traveler 2 conseguia ser ainda melhor do que o primeiro. Joguei, zerei
e posso concordar com isso (apesar de não subtrair nenhum pouco a admiração que
eu tenho pelo primeiro volume da série).
Octopath
Traveler 2 é o tipo de JRPG que alimenta a minha vontade de conhecer todos os
jogos desse gênero. Aqui temos uma história riquíssima, um sistema de combate
viciante, rápido de uma forma que torna a sua rotina nada extenuante e grinds
que valem muitíssimo a pena! São poucos jogos que me surpreendem com isso e
este me fez destravar todas as jobs e evoluir a nível máximo todas elas em
TODOS os personagens em busca de viabilizar ao máximo todas as opções de build.
Estou
falando de um jogo que lhe dá abertura para apelar e muito! Em resumo, você é
capaz de conceder skills de outras classes para cada um de seus personagens e
tirar dessa junção um número incrível de possibilidades e, embora pareça ser
complicado no início, é o tipo de jogo que com o tempo o próprio jogador vai
teorizando as possibilidades que podem ser montadas e esse aspecto torna cada
combate e XP recebidas um atrativo que vai muito além do ato de simplesmente
upar.
Neste jogo você escolhe um entre oito personagens para começar e durante a jogatina os demais serão encontrados e recrutados. Todas as histórias são únicas e, de alguma forma, todas acabam se entrelaçando tornando a narrativa de Octopath Traveler 2 sempre empolgante, sempre alguma coisa está acontecendo e entre os atos de cada personagem a história vai sendo contada de forma atrativa, fazendo da tarefa de escolher um personagem favorito dentre os oito ser extremamente difícil.
Minha
escolha dessa vez foi Osvald, um mago estudioso (H’aanit, uma caçadora de
monstros foi a minha escolha no primeiro Octopath Traveler), que foi
aprisionado injustamente e seu primeiro ato da aventura é escapar dessa prisão.
Ao fazermos isso, o mapa do mundo é liberado para que nosso personagem possa
viajar e investigar sobre seu “crime”. No meio do caminho eu me deparo com a
ladina Throné (poderia ter sido qualquer outro dentre os oito protagonistas),
conheço sua história de vingança contra a própria família e embarco em sua
jornada. Algumas horas de gameplay após, Temenos, um clérigo da santa luz,
ingressa na nossa aventura e decidimos ajudá-lo a combater o mal que profana
esse mundo aos poucos... assim, Octopath Traveler 2 consegue nos arremeter na
narrativa de forma a ansiar pelo próximo herói a ser recrutado, o que deveremos
enfrentar no meio do nosso caminho e que habilidades cada um dos oito
personagens é capaz de oferecer ao nosso grupo.
Cada
personagem possui capacidades diferenciadas e montar um grupo de forma
equilibrada vai ajudar a lidar com os desafios que estão por vir. Osvald, o
mago, por exemplo, é capaz de atingir vários inimigos ao mesmo tempo com suas
magias de fogo, gelo e eletricidade; Throné é capaz de causar grandes
amontoados de dano em um inimigo, além de atacar mais vezes por turno; Temenos
cuida de nossos pontos de vida e dissipa as capacidades inimigas; Castti é uma
boticária que consegue criar tanto elixires de fortalecimento quanto bombas
alquímicas com ingredientes encontrados na natureza; Partitio é um mercador
capaz de recrutar mercenários para ajudar em combate além de assegurar melhor condição
monetária para o nosso grupo. Nós podemos controlar até quatro personagens na
luta e escolher quem entra e quem sai do grupo temporariamente (apenas no final
que todos os oito personagens lutam em conjunto).
Cabe
também um momento para falar sobre o sistema de combate de Octopath Traveler 2
(que se mantém igual ao do primeiro volume). Os inimigos possuem fraquezas que
quando atingidas quebram seus “escudos de resistência” e os deixam vulneráveis
a ataques mais massivos. Alguns inimigos, por exemplo, são fracos apenas contra
o elemento vento, que inicialmente é controlado apenas pela barda Agnes e
possuir ela como opção no grupo é indispensável para derrotar o desafio. Assim,
o jogo meio que força o jogador a upar todos os personagens, porém faz de um
jeito que não torna esse desafio árduo e cansativo, mas recompensador.
Octopath
Traveler 2 está entre os melhores jogos que zerei esse ano e ele conseguiu
reforçar que essa franquia merece toda a minha atenção. Inclusive, recentemente
uma prequel da franquia foi lançada chamada Octopath Traveler 0 e já estou
dando meus pulos para tentar jogá-la.
4. Mass Effect 2
Console: Xbox
Series S
Tipo: Gamepass
Ano de lançamento: 2010
Gênero: RPG/Ação
Nesta
data eu ainda tinha semanas de gamepass para usufruir e uma lista de desafios
gamer para concretizar. Tenho o costume de fazer listas de jogos que desejo
zerar. Essa lista é alimentada por reviews e listas de favoritos de alguns
youtubers, além de citações em revistas antigas (de uma época que o máximo que
eu podia fazer era apreciar a imagem do jogo entre as páginas). Mass Effect 2
chegou em mim depois de tanto ser citado no MGM (canal de youtube: Matando
Robôs Gigantes) como um dos jogos mais impactantes já jogados.
Mass
Effect 2 é constantemente citado como um dos melhores jogos de uma década
atrás. Seu estilo de jogo (ação/tiro) e cenário (futurista, com naves gigantes
e alienígenas) não são do tipo que me atrai, devo confessar, mas naquele
momento estava aberto a experenciar novas gameplays, assim, embarquei na história
do comandante Shepard logo em seu segundo título (não me importando em visitar
o primeiro jogo da franquia como normalmente é de meu feitio). Mass Effect 2 me
surpreendeu e conseguiu me engajar numa experiência que eu não esperava, nem de
longe, que poderia me impactar tanto.
Shepard, o protagonista e herói que morreu durante os acontecimentos do primeiro jogo, é ressuscitado
por uma organização secreta chamada Cerberus que o recruta para investigar o desaparecimento de colônias humanas por uma raça alienígena denominada os Coletores. Na pele deste comandante, nós controlamos uma nave afim de visitar um complexo de planetas e galáxias em busca de uma equipe diversificada para uma missão suicida (eu não dei muita atenção ao termo “suicida” quando comecei a jogar) que tem como objetivo destruir a colônia dos opositores.
O
jogo alterna entre missões de ação e diálogos importantes e decisivos para o
fim do jogo. Evoluímos nossas armas, assim como trajes especiais para garantir
maior poder de ataque e maior chance de sobrevivência num sistema que não se
difere muito de tantos outros jogos de ação. A gameplay, embora envolvendo
armas de fogo e poderes psíquicos, viabiliza elementos de RPG, distribuição de
pontos e builds, porém, nunca de forma tão complexa quanto se espera de um
JRPG, por exemplo, e é acessível e de fácil entendimento até os derradeiros
momentos do jogo.
Durante
a jogatina somos constantemente confrontados por decisões que são as
responsáveis por criar vínculos com os personagens que são recrutados (algo que
lembra um pouco o esquema de Dragon Age Origins, mas sem toda a parada
fantástica medieval). Há intriga e desconfiança entre os próprios elementos do
grupo, alguns abraçam a causa pela vingança, outros pela ordem, outros pelo
conhecimento. Aos poucos vamos criando nossos favoritos e há uma boa chance de
suas decisões serem tomadas conforme sua própria moralidade em vida. A
narrativa do jogo é muito eficiente nisso, ela pode te deixar indignado a ponto
de tomar uma decisão por impulso, mesmo que você tenha o poder de reconhecer
essa impulsividade!
A
primeira parte do jogo, embora contenha muita ação, é propositalmente mais
lenta, pois tem a intenção de lhe apresentar personagens e convencer o jogador
de seus vínculos (é o que se espera de um RPG), a segunda parte, entretanto, é
um “Deus nos acuda”; rápida, fatal e, a melhor palavra para descrever:
impactante! Cena após cena nos mostrando de forma efetiva que a missão era
REALMENTE suicida. Ao zerar o jogo, ficamos com uma sensação de glória e luto
ao mesmo tempo, pois todos os últimos acontecimentos ocorrem de forma trágica e
muito rápida, te obrigando a tomar decisões que claramente podem acabar com a
vida de seu recrutas.
Mass
Effect 2 é uma ótima experiência, talvez uma das experiências que eu menos
esperava ver em um videogame em termos de narrativa. Não tiveram receio de
mostrar para o quê o jogo foi criado e essa audácia acabou transformando esse
jogo em algo memorável.
5. Sea of Solitude
Console: Xbox
Series S
Tipo: Indie/Gamepass
Ano de lançamento: 2019
Gênero: Plataforma
Minha
meta de jogos indies para 2025 ainda estava no zero e quando isso acontece eu
me vigio para não deixar de lado a experiência de prestigiar os jogos de menor
escopo. Eu constantemente me surpreendo com as ideias contidas em jogos indies,
tenho por mim que existem experiências que somente eles são capazes de
propiciar, já que eles focam tanto em um ponto de vista e são tão profundamente
pessoais, que jogos de grande orçamento dificilmente escolheriam ir tão longe e
arriscar.
Sea of Solitude carrega essa profundidade diretamente da alma de seu criador e dá pra perceber, desde o começo, que a protagonista Kay é um reflexo profundo e poético dos acontecimentos que ocorreram com alguém que está, de fato, vivo e que passou por grandes dificuldades para superar o sentimento da autosabotagem. Começamos o jogo naugrafado e sozinho no meio de um oceano após um maremoto. Ao nosso arredor estão as ruínas de uma cidade grande engolida pela água, os topos de prédios são as únicas plataformas acima do nível do mar e precisamos abrir caminho para que nosso bote consiga avançar.
Kay,
nossa protagonista, é uma forma humanóide escura e medonha, uma criatura que
está lentamente se transformando em um monstro (pra mim pareceu um tipo de
harpia com penas negras como a de um corvo). Nosso primeiro encontro é com uma
criança deformada, gigante e bizarra e que aparenta ser um tipo de alter ego da
própria protagonista que enfatiza o quanto as decisões dela em vida afetaram
não somente a ela mesma mas também a todos que ela amava.
Sea
of Solitude (como o nome mesmo já entrega) trata-se da história de uma
personagem imersa em completa solidão, cheia de dúvidas. O próprio jogo parece
se passar dentro da mente de alguém que está lutando contra um estado de
depressão grave, a própria simbolizando cada acontecimento com uma alegoria
fantástica e assombrosa. Seus familiares aparecem como grandes criaturas
assustadoras, porém incompreendidas (seu pai, por exemplo, toma a forma de um
corvo gigantesco de olhos vermelhos, enquanto seu ex é um lobo faminto e
ameaçador).
Este
é um jogo cuja jogabilidade é um elemento secundário e está muito mais
interessado em passar uma mensagem do que oferecer um desafio. Sea of Solitude merece
ser jogado por alguém que deseja uma experiência de reflexão de vida, é um game
criado para ir além do conceito de videogame e para jogadores que pouco tem
interesse nessas questões psicológicas, ele pode soar como uma experiência
confusa e extenuante. Para aqueles que vão sabendo o que vão encontrar, há boas
chances da experiência ser libertadora.
6. Cadillacs and Dinosaurs
Console:
R35S (emulação de Arcade)
Tipo: Retrô
Ano de lançamento: 1993
Gênero: Beat’m Up
Foi no finalzinho de 2024 que consegui ter em mãos um R35S, um portátil chinês que emula várias plataformas retrô (N64, PS1, Sega CD, SNES, Megadrive, NES, GB, GBA, Arcades e outras possibilidades bem mais exóticas), um tipo de item que vem ganhando forças no comércio estrangeiro e que pode ser encontrado por um valor bastante em conta. Esse pequeno poderoso acabou permitindo que eu zerasse alguns joguinhos retrô em intervalos precisos do meu dia (descanso do almoço, horas de espera na fila do médico, etc.) de uma forma muito mais confortável do que um celular, assim, consegui adiantar o zeramento de alguns clássicos retrô que encontraram facilmente um espaço em sua tela.
Cadillacs
and Dinosaurs é um jogo de briga de rua que fez bastante sucesso na época dos
arcades (uma época que infelizmente não vivenciei), fez papoco o suficiente
para ter uma animação nos anos 80 bem nos moldes de Capitão Planeta. A última
vez que havia ouvido falar desse jogo foi lendo sobre a tentativa de um grupo
de fãs tentando portar este para o Megadrive, foi a partir daí que descobri que
ainda há lançamentos retrô especiais para videogames antigos e encarei isso com
bastante empolgação, inclusive dando um check in e criando uma lista de
lançamentos curiosos fora de hora.
Cadillacs
and Dinosaurs nasceu em uma época em que beat’m ups faziam todo sentido e é
incrível notar que um tanto de jogos do gênero foram portados para videogames
caseiros (todos os Final Fight, Captain Commando, Ninja Warriors, etc.) e este
tenha passado despercebido. Este é um jogo simples como se espera no gênero:
siga o seu caminho e aperte o botão de ataque repetidas vezes para derrotar
todos os inimigos que chovem pelo caminho.
Como
é de se esperar, não é um jogo que privilegia uma narrativa densa, apesar de
existir uma história de fundo bem peculiar: o jogo se passa no ano de 2513, num
futuro pós-apocalítico onde dinossauros convivem com humanos após desastres
ambientais que os forçaram a viver em cidades substerrâneas por séculos.
Jogo
curto pra desestressar e hoje em dia você não precisa mais pagar pelas fichas
do arcade.
7. King of Dragons
Console:
R35S (emulação do Arcade)
Tipo: Retrô (replay)
Ano de lançamento: 1991
Gênero: Bet’em Up
Dessa
vez o jogo foi emulado diretamente do arcade onde existe a sua versão mais
completa. Em termos de mecânica e jogabilidade não houve mudanças do port para
o SNES; os gráficos, entretanto, naturalmente são mais vívidos e nota-se ao
andar pelas fases que alguns elementos
de cenário foram retirados do port para melhor desempenho no console caseiro.
Outra diferença é que na versão arcade podemos jogar com até 3 players.
King
of Dragons é um clássico e sua inspiração é direta do RPG de mesa,
provavelmente mais especificamente da 1ª edição de D&D da GROW (onde anão e
elfo ainda eram classes e não raças). Uma boa dupla e você vai acabar zerando
esse jogo com o tempo, após “decorar” todos os macetes espalhados pelas fases.
8. Disney’s Pocahontas
Console:
R35S (emulação do Megadrive)
Tipo: Retrô
Ano de lançamento: 1996
Gênero: Plataforma
Ainda no R35S, nos intervalos de jogatina do Dead Space Remaster, comecei a jogar mais um jogo da Disney da época dos 16bits, onde a empresa brilhava trazendo jogos de suas franquias. Nenhum jogo da Disney dos consoles atuais chega perto da magia dos antigos, jogos como Mickey Challenger, Goof Troop (a turma do Pateta), Aladdin e Rei Leão são capazes de nos transportar instaneamente para aquela época.
Disney’s
Pocahontas é mais uma dessas pérolas. Um jogo que eu sequer sabia da existência
até me deparar com uma lista retrô do canal Cogumelando sobre jogos de
Megadrive (apesar de ter um Megadrive bem ferrado na infância, só consegui
aproveitar três joguinhos do console da SEGA antes dele pifar).
Este
é um jogo de plataforma cinemática, um tipo de subgênero que era muito comum em
jogos antigos de Prince of Persia: personagens com deslocamentos travados, mas
com uma execução gloriosa de pixel art que tentava simular cada movimento do
personagem, tentando alcançar um pouco de realismo. O resultado: Disney’s
Pocahontas é um jogo belíssimo, cheio de personalidade, mas em troca desse
visual ele se torna um jogo curtíssimo e pouco desafiador (um contraste enorme
com o que se espera dos jogos de Megadrive que têm a tendência de serem
difíceis).
9. Dead Space Remaster
Console: Xbox
Series S
Tipo: Nostalgia
Ano de lançamento: 2023
Gênero: Ação/Terror
Durante
muito tempo Dead Space esteve na minha lista de jogos não-terminados, desde que
tive que abandoná-lo quando ainda jogava no PC (e este deu prego... de novo).
Finalmente descolei o brabo numa promoção daquelas (santa ENEBA) no Xbox Series
S e retomei às aventuras de Isaac Clarke na tentativa de sobreviver e deter o
avanço das criaturas bizarras na USG Ishimura (a gigantesca nave onde se passa
o jogo inteiro).
Ficção
científica, narrativa futurística e jogos de tiro/ação nunca me chamaram muita
atenção, mas há algo em Dead Space que me fascina (muito similar à franquia
Resident Evil) e que eu não consigo deixar de lado tão fácil: o ambiente de
terror e todo o seu ecossistema mutante e violento. Sim, eu gosto bastante de
jogos dark e Dead Space nos premia com esse horror de forma ainda mais eficaz
do que muitas franquias do gênero (devo citar Resident Evil novamente).
Na
pele do engenheiro da nave, justamente um dos poucos personagens que não a está
a par de todo o mistério que ronda a existência da Ishimura, e com a ajuda do
poder de ataque de armamentos futuristas e uma armadura capaz de ser evoluída
na base de baterias, nós nos aprofundamos na narrativa e conhecemos o perigo
dos necromorfos: criaturas, antes humanos, que passam por uma transformação
dolorosa e se transformam em monstros de carne e estrutura óssea afiada como
guilhotina. Aos poucos, Isaac descobre que a única forma de sair vivo daquela
situação é deter um tipo de cérebro-mãe que coordena toda a existência macabra
da nave.
Dead Space é um jogo de ação em terceira pessoa com a famosa câmera no ombro do personagem, sistema de ângulo criado e imortalizado em Resident Evil 4 que facilita muito a situação para jogadores com o mal da cinetose. Como é de se esperar de um jogo de ação, o personagem adquire armas mais poderosas, porém, nenhuma me pareceu tão eficaz quanto a primeira que nos é mostrada: a plasma cutter está mais para um objeto cirúrgico do que propriamente uma arma, mas cabe como uma luva quando a situação é lidar com necromorfos. Ela é capaz de disparar linhas verticais ou horizontais de plasma que servem para desmembrar as criaturas e, cá pra nós, você vai precisar fatiar essas criaturas em muitos pedaços para sair vivo de cada missão. Outra arma essencial é um tipo de serra elétrica que é essencial para deter inimigos que insistem em ficar próximos demais do seu personagem.
Dead
Space tem tudo para se mostrar mais do mesmo, mas ele acaba triunfando ao nos
mostrar um ambiente claustrofóbico e situações de tirar o fôlego (algumas vezes
o personagem necessitará sair da nave e realizar ações rapidamente antes que a
reserva de ar acabe e isso provavelmente vai fritar os miolos de jogadores mais
ansiosos). Além do mais, monstros gigantescos, que tomam o espaço da tela
inteira, chamam a atenção inicialmente por nos fazer desconfiar que a luta
contra o mesmo é algo impossível e, posteriormente nos convencendo que para
derrotá-los, disparar loucamente com todo seu poder de fogo é a pior decisão
que você pode tomar. Estamos falando de um jogo que você precisa economizar
muita munição ou vai ter que encontrar o jeito mais difícil de lidar com os
perigos.
Este
é um jogo que pode soar como incrivelmente difícil para aqueles jogadores que
não estão acostumados com survival horrors de ação, mas que se dispõe de
mecânicas muito parecidas com tantos outros jogos de tiro/ação (as séries Lost
Planet, Resident Evil, Dying Light e Metro, são alguns exemplos). Se você tem
experiência com esses outros jogos, provavelmente vai ter a sensação de estar
jogando mais uma versão destes. Dead Space Remaster, entretanto, é muito mais
denso que a maioria dessas citações.
Infelizmente,
Dead Space Remaster foi um flop, o que significa que provavelmente nunca iremos
ver um remaster dos dois jogos posteriores. Entretanto, não se enganem, ele é
um ótimo remaster e, provavelmente, ao zerar esse jogo, o player ficará
indignado pela falta de atenção que ele gerou quando lançado.
10. Planet of Lana
Console:
Xbox Series S
Tipo: Indie/Gamepass
Ano de lançamento: 2023
Gênero: Plataforma/Puzzle
Planet
of Lana é um jogo puzzle, plataforma e com design pixel-cinematográfico que,
assim como a maioria dos indies dessa lista, está mais interessado em passar
uma mensagem do que cultivar uma narrativa densa e responder os vários porquês
da trama. Família, laços fraternais e direito à liberdade são os pontos mais
importantes em Planet of Lana.
Começamos em um planeta qualquer, onde Lana mora numa aldeia arcaica e bucólica, uma comunidade
minúscula que mal sabe sobre a existência do espaço e da ciência. Num dia em que Lana passeia com sua irmã para o alto de uma colina em que elas costumam visitar, ambas acabam presenciando a invasão do mundo por uma raça alienígena e robótica muito evoluída que captura todos os espécimes que veem pelo caminho. Em meio à fuga, Lana é a única personagem da aldeia que consegue escapar por pouco dos aparatos tecnológicos dos invasores e isso se dá muito mais pelo fato de ela ser uma criança pequena e indefesa, capaz de passar despercebida.
Sozinha
num mundo onde a natureza é selvagem e tenta sobreviver sustentando a regra da
cadeia alimentar, Lana acaba libertando um tipo de criaturinha exótica (algo
como um tipo de cachorro alienígena) que parece ter alguma ligação com os
invasores de seu planeta. Assim, ela e seu novo amigo resolvem caminhar em
direção à enorme nave-mãe dos invasores na esperança de tentar fazer alguma ou
ao menos libertar a irmã de Lana.
Planet
of Lana é um jogo tal como Limbo e Inside são. Seu dever é transitar entre
telas e passar por desafios sem chamar a atenção de inimigos e para isso o jogador
precisará subir e descer plataformas, agir furtivamente e dar comandos para que
seu companheiro consiga alcançar lugares mais distantes, escalar paredes e
afugentar algumas criaturas no meio do caminho. A história inevitavelmente nos
leva a uma incursão para dentro da nave-mãe e à algumas cenas icônicas e
emocionantes.
Apesar
de ter me enganchado em muitos puzzles (o que é natural para o gênero), eu
considero Planet of Lana um jogo mais fácil de avançar caminho do que seus
irmãos do gênero e acaba sendo uma opção mais ideal para jogadores que
pretendem se aventurar em sua primeira experiência de jogo de quebra cabeças.
11. As dusk falls
Console: Xbox
Series S
Tipo: Gamepass
Ano de lançamento: 2022
Gênero: Novel
As dusk falls foi uma tentativa de experiência com jogos do tipo novel que não foi das mais brilhantes, mas que ainda assim não deixou de ser interessante. Jogos do tipo novel apenas contam uma história no decorrer de diálogos e escolha de ações, algo que é muito comum em jogos de RPG, mas aqui se limita a uma narrativa em local mais restrito.
Aqui
acompanhamos a história de uma família (eu não lembro o nome de nenhum
personagem) que faz uma parada num restaurante de beira de estrada que é
invadido por um grupo de assaltantes. Na pele do pai da família, você deve
tomar decisões para que a situação não se torne pior do que já está. É preciso
fazer escolhas razoáveis, pois o jogo aparenta trazer resultados igualmente
trágicos para o jogador que subentende que a passividade será a melhor
vertente.
A
narrativa lembra muito um roteiro qualquer de filme B. A ideia de As dusk falls
era lançar episódios de tempos em tempos afim de virar uma série, mas
aparentemente isso não vingou. Digamos que a série acabou em sua segunda
temporada (joguei ambas as temporadas em sequência).
As
dusk falls pode soar meio decepcionante para jogadores que gostam de outras
novels como Until Dawn ou The Dark Pictures Anthology. O jogo se limita a
mostrar apenas cenas pintadas e estáticas dos acontecimentos. São atores reais
que foram fotografados em cena e transformados em tela a partir de um efeito
genérico de Instagram.
Passável.
12. Battletoads
Console: Xbox
Series S
Tipo: Gamepass
Ano de lançamento: 2020
Gênero: Plataforma/Beat’m Up
Battletoads é uma franquia antiga de beat’m up (primariamente beat’m up, embora o jogo diversifique bastante durante sua jogatina, coexistindo com fases de plataforma, corrida e até shmup) considerada uma das mais difíceis de todos os tempos e assim é, de fato, insanamente difícil! Quem experimentou dificilmente discordará disso.
Battletoads
do gamepass é, na verdade, um reboot da franquia lançado em 2020, com gráficos
desenhados e adequados para a geração HD. O jogo traz os homens-sapo de volta
aos videogames após uma longa temporada
de inexistência. O próprio jogo brinca incessantemente com isso, tornando a
personalidade de cada personagem um tanto anacrônica, como se eles não tivessem
se adaptado bem aos novos tempos (sabe aquela ideia do filme de Tico e Teco: Os
defensores da lei?),
Apesar
de possuir uma dificuldade acima da comum para os jogos contemporâneos, o
reboot de Battletoads está longe de ser tão difícil quanto suas versões do NES,
Master System ou Arcades. As fases são uma bagunça geral, de uma forma
positiva, transitando entre vários gêneros, incluindo as insanamente difíceis
fases das motos que precisam desviar de obstáculos. É um jogo bacana, uma
experiência para poucas tardes que vai ficar muito mais interessante ao lado de
amigos (é possível jogar com os três battletoads ao mesmo tempo), mas que
acabou sendo ofuscada por lançamentos de jogos beat’m ups contemporâneos como o
Streets of Rage 4 (esse sim, mais do que recomendado).
13. Bomberman ‘93
Console:
R35S (emulação do PC Engine)
Tipo: Retrô
Ano de lançamento: 1993
Gênero: Estratégia
A minha experiência com jogos de Bomberman na infância foi das melhores. Horas e mais horas jogando com amigos, se divertindo em infinitas partidas do viciante modo battle game, destrinchando os cinco volumes da franquia que foram lançados no SNES. Eu buscava um jogo qualquer que nunca tivesse jogado e que fosse infalível e isso me levou a uma rom do extinto PC Engine (console beeem exótico que tinha a pretensão de competir na era 16bits, mas que terminou mal sucedido).
Bomberman
’93 foi emulado num R35S e demonstrou a mim que o PC Engine tinha algumas boas
razões para acreditar em seu potencial. Mesmo sendo lançado três anos antes que
o Super Bomberman 4 do SNES, a versão do PC Engine se mostrou mais deslumbrante
graficamente, embora ainda não possuísse ideias diferenciais dos futuros jogos
da franquia, como a possibilidade de montar em coelhos (Super Bomberman 3) ou
monstros diversos (Super Bomberman 4).
Bomberman
’93 mostrou-se um desafio um pouco maior pois neste há uma constante
preocupação com o relógio. O tempo para terminar uma fase sempre existiu nos
outros jogos da franquia, mas normalmente este não era o principal empecilho
(dava tempo de sobra para eliminar todos os inimigos e avançar a fase). Aqui
temos tanto que nos preocupar com a estratégia do posicionamento de bombas,
quanto se preocupar com o tempo e maior quantidade de inimigos que lotam cada
fase do jogo propositalmente para garantir uma certa pressa na jogatina.
14. Nightmare in the Dark
Tipo: Retrô
Ano de lançamento: 2000
Gênero: Plataforma
Nightmare
in the Dark foi um jogo de plataforma do Neo Geo que testei nos intervalos do
longuíssimo
Dragon Quest VIII que vem a seguir. O joguinho é rápido, fácil e
viciante. Você controla um coveiro que protege seu cemitério das constantes
invasões de esqueletos, zumbis, carniçais e goblins disparando pequenos poderes
mágicos até esvaziar a fase.
Todas
as fases se resumem a uma tela com algumas plataformas (como o antigo clássico
de Donkey Kong do NES) e o aparecimento de vários inimigos que precisam ser
eliminados. Um conceito simplérrimo que não precisa ser complicado com mais
explicações. Devido ao jogo ser curto e as fases muito passageiras, é difícil
largá-lo antes que as telas finais de crédito apareçam.
15. Dragon Quest
VIII: The Journey of the Cursed King
Console: 3DS
Tipo: Franquia
Ano de lançamento: 2015
Gênero: JRPG
A
franquia Dragon Quest é a minha falha como fã de JRPG. Esta é simplesmente a
série de jogos precursora do gênero e eu preciso confessar que, infelizmente,
Dragon Quest VIII: The Journey of the Cursed King foi o primeiro game que eu
zerei dessa franquia (e já existem 11 títulos numerados, mais sei lá quantos
spin offs). Dragon Quest 8 entra na lista de jogos que eu comecei a jogar uma
década atrás, desta vez no PS2, mas que infelizmente por razões que tenho
dúvidas se me recordo, fui obrigado a parar na metade (acho que coincidiu com a
temporada que saí de casa e fiquei distante de qualquer videogame).
Assim como Final Fantasy, os jogos da saga Dragon Quest são, quase que totalmente, independentes um do outro. A arte de todos os jogos teve como desenhista o próprio Akira Toriyama (o mesmo criador de Dragon Ball) e isso pode ser notado rapidamente com um segundo de jogo. Dragon Quest é o mais clássico dos JRPG, ele é um dos maiores sucessos no Japão até os dias de hoje, o sistema de RPGs de turno como conhecemos foi implementado em seus jogos, mas, enquanto muitas outras franquias decidiram aprimorar esse sistema tornando-o mais distante do original, Dragon Quest manteve-se similar, com poucas mudanças, buscando manter a simpatia dos fãs mais conservadores... e continua vendendo à rodo.
Joguei
Dragon Quest 8 diretamente num 3DS onde, por mais incrível que pareça, é a
versão definitiva do jogo, possuindo mudanças significativas de sua versão do
PS2. A diferença mais gritante é a capacidade de enxergar seus inimigos no mapa
antes de começar a luta, coisa que estranhamente não foi implementada em seu
lançamento no console da Sony, além das funções habituais do portátil da
Nintendo, como o uso esporádico da caneta do console no touch screen e a
dispensável função de jogar em 3D.
Dragon
Quest 8 tinha tudo para me conquistar como fã do gênero, mas, confesso que fui
com sede demais ao pote e, talvez, isso tenha atrapalhado um pouco. Após testar
jogos com sistemas mais complexos e viciantes como Octopath Traveler e Persona,
lidar com a rotina de Dragon Quest 8 foi um tanto agonizante.O jogo dá uma
quantidade enorme de opções: há um sistema de acumular poder por rodadas para
arriscar um golpe mais forte chamado tensão (quando três turnos são gastos
dessa forma, inclusive, o personagem fica imerso em poder e vira um tipo de
super saiyajin, com cabelos loiros e tudo); um sistema de juntar itens
específicos num pote de alquimia para fabricar itens mais poderosos e também um
sistema de acumular pontos que podem ser distribuídos como proficiências em
armas ou magias, influenciando terminantemente a build de cada personagem...
ainda assim faltou algo.
Após
zerá-lo eu tive que reconhecer duas coisas: ele, inevitavelmente, é um ótimo
jogo, mas, não é o tipo de JRPG que eu recomendaria para um iniciante ou
acabaria mostrando para ele o quão maçante pode ser grindar em um RPG por
turnos. Aos acostumados com isso, é possível que esse ritmo seja uma vantagem,
embora eu, ainda que acostumado com grinds, confesso que teve alguns momentos
que eu quase deixei o jogo pra lá enquanto somava mais de 12 horas só pilhando
inimigos para conseguir uma parcela mínima de XP e ver meus personagens
progredindo de forma tão lenta, como na minha experiência jogando Ragnarok
Online e encher 0.5% da barra de XP.
Outro
ponto que eu observei é que aparentemente o jogo deseja que o player gaste boas
horas grindando para aumentar efetivamente a duração do jogo e eu sempre achei
isso forçado. Percebi que o penúltimo boss foi relativamente fácil de ser
derrotado pelo meu grupo, mas, pouco tempo depois, já havia liberado o último
boss que era insanamente mais poderoso que o anterior, sendo impossível
derrotá-lo sem upar pelo menos uma dezena de níveis! O mundo aberto, as
subquests e o aprimoramento de armas, apesar de influenciarem no poder dos personagens,
eles influenciam minimamente no combate (pelo menos muito menos do que você
upar um único nível), assim, fiquei preso numa sina de retornar ao 3DS uma
dezena de vezes apenas para grindar repetitivas vezes. Eu sei que existem
opções para grindar mais fácil (visitando uma ilha isolada, caçando metal
slimes e reforçando uma build de ataque com espadas), ainda que saber disso não
reduza minhas frustrações, principalmente quando comparo esse grind com o de
outros JRPG que compensam muito mais a perda de tempo (como citado em Octopath
Traveler 2).
A
lore do jogo gira em torno de uma maldição lançada pelo vilão Dhoulmagus, que
transforma o Rei Trode e a Princesa Medea em um troll e uma égua,
respectivamente. A missão do nosso grupo é rastrear o vilão e derrotá-lo para
desfazer essa maldição e durante o caminho recrutamos novos aliados. Assim como
a maioria dos JRPG, a união da equipe e a formação de laços entre os
personagens é o foco narrativo acima de tudo. Nosso protagonista é chamado
apenas de “O herói”, se junta à Yangus, um ladrão de aparência vilanesca mais
com um coração bondoso; Jessica, uma jovem feiticeira especializada no uso de
chicotes e cajados e Angelo, um templário mulherengo que se especializa em
arcos e espadas. O ápice da história é quando descobrimos que Dhoulmagus, na
verdade, é apenas um peão de uma ameaça muito maior: Rapthorne, um demônio
poderoso que parece uma visão gorda e roxa do Mr. Satan de Dragon Ball Z.
Dragon
Quest VIII: Journey of the Cursed King é incontestavelmente uma ótima
experiência, mas que precisa ser apreciada como um clássico, saber de sua
duração e de alguns aspectos advindos de jogos antigos facilita tornar a
experiência mais confortável. Agora o meu medo tornou-se enfrentar todos os
demais jogos da franquia e ser surpreendido com centenas de horas de grind
necessário.
















